Empresário é morto com golpe de mata-leão após briga com amante em Taboão, acusada e amiga terminam presas

Um empresário de 48 anos foi morto por estrangulamento durante uma briga dentro de uma residência no Jardim Freitas Jr., em Taboão da Serra, na noite de sábado (21). Duas mulheres foram presas em flagrante acusadas de homicídio qualificado após a vítima ser imobilizada com um golpe conhecido como “mata-leão”. A esposa do empresário afirmou à polícia que não sabia que o marido frequentava o local e só descobriu na delegacia quem era a mulher envolvida no caso. 

Segundo o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal foi acionada inicialmente por conta de som alto. Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram o carro da vítima em frente à residência. Uma das mulheres informou que o empresário estava desacordado dentro do imóvel. Ao entrarem na casa, os guardas localizaram o homem caído no chão, já sem reação. O Samu foi acionado e confirmou a morte ainda no local. 

De acordo com a investigação, uma das indiciadas mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima havia cerca de um ano. Em depoimento, ela afirmou que o empresário chegou ao local sob efeito de álcool e, possivelmente, drogas. A noite, que começou com consumo de bebidas, terminou em uma sequência de discussões, agressões e um confronto físico violento. 

Durante a briga, segundo relato das próprias envolvidas, o empresário teria se tornado agressivo e agarrado uma das mulheres pelo pescoço, chegando a ameaçá-la de morte. Para contê-lo, a outra aplicou um “mata-leão”. As três pessoas caíram no chão e, após a imobilização, o homem não voltou a reagir. Mesmo diante da situação, as suspeitas afirmaram que acreditavam que ele estivesse apenas desacordado e não acionaram socorro imediato. 

A esposa da vítima relatou à polícia que recebeu a informação de que o marido teria sido esfaqueado e foi até o endereço de Uber. Ao chegar, encontrou o local cercado por policiais e soube da morte. Em depoimento, disse que não conhecia o imóvel, não sabia que o marido frequentava o local e que apenas na delegacia descobriu que a mulher envolvida morava ali. Também afirmou que a conhecia apenas “de vista” e desconhecia qualquer relação entre ela e o empresário. 

Apesar da alegação de legítima defesa, a Polícia Civil concluiu, neste primeiro momento, que houve excesso e que as duas mulheres assumiram o risco de matar a vítima ao manter o estrangulamento. O laudo inicial apontou sinais claros de asfixia, além de diversas lesões pelo corpo, indicando um confronto físico intenso. 

Outro ponto destacado na investigação é que o empresário apresentava sinais de embriaguez, o que pode ter reduzido sua capacidade de reação. Ainda assim, a polícia entende que as agressões foram determinantes para a morte. O caso foi registrado como homicídio qualificado por asfixia — crime hediondo, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. 

Diante da gravidade, a Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante das duas suspeitas em prisão preventiva. O caso segue sob investigação. 

Sandra Pereira

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